sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

comunicado 16 de Janeiro de 2009

COMUNICADO

Os peticionantes – TGV A Oeste da Serra de Candeeiros NÂO e o movimento cívico de

Alcobaça” anti - TGV ” congratulam-se com as declarações da DRª Manuela Ferreira

Leite líder do PSD/Nacional, e apelam ao Governo a suspensão imediata do projecto

“TGV” em Portugal.

A petição dos Alcobacenses discutida em plenário da Assembleia da República no

passado dia 4 de Dezembro 2008, para além da denuncia da catástrofe da eventual passagem do

TGV em Alcobaça, foram os primeiros a exigir ao órgão de soberania AR

uma reflexão profunda acerca da relação custo/benefício do megalómano projecto

TGV – Lisboa - Porto.

Até hoje, teimosamente, a maioria socialista têm ignorado os custos para as gerações

futuras e desvaloriza os impactos nefastos nas populações afectadas e na sua qualidade

de vida, a ser levado em frente um projecto que o povo rejeita.

Por cada dia que passa a empresa pública R.A.V.E –Alta Velocidade, custa avultados

milhões ao erário público. Igualmente as populações estão oneradas com enormes

corredores “non edificandi”, onde estão impossibilitadas de usufruir das suas

propriedades.

Urge tomar medidas, apelamos ao governo da República:

Suspensão imediata do projecto “TGV Lisboa - Porto”;

Suspender a actividade da empresa pública RAVE;

Levantamento do onús que impende sobre as populações e proprietários.

O primeiro peticionante

Paulo Inácio

O Movimento “Anti – TGV”

Bruno Letra

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Conferençia de Imprensa dia 2 de Dezembro



Reportagem do Jornal Tinta Fresca



Assembleia da República vai discutir passagem do TGV por Alcobaça


Maria José Filipe, Bruno Letra, Paulo Inácio
e José Lourenço

A petição “TGV – A Oeste da Serra dos Candeeiros, não” vai ser discutida no dia 4 de Dezembro às 15 horas no plenário da Assembleia da República. O documento, que reuniu mais de cinco mil assinaturas e tem como primeiro subscritor o presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, contesta a passagem da linha de alta velocidade a Oeste da Serra dos Candeeiros, uma vez que causará o derrube de habitações e infra-estruturas e criará uma barreira entre as populações dos dois lados da linha. Será a primeira vez, em quase um século de vigência da República, que uma petição de alcobacenses é dicutida no plenário do Parlamento.

O movimento promoveu uma conferência de imprensa no dia 2 de Dezembro, em Alcobaça, que contou com as presenças, além de Paulo Inácio, de Bruno Letra, um dos promotores das manifestações anti-TGV no concelho de Alcbaça e de Maria José Filipe e José Lourenço, presidentes das Juntas de Freguesia da Benedita e de Prazeres de Aljubarrota, respectivamente.

Paulo Inácio considera que já se fez história, pois pela primeira vez nos quase 100 anos da República, no Estado Novo ou em Democracia, os alcobacenses conseguiram obrigar o plenário do Parlamento a discutir um problema do concelho. O advogado lembrou que a classe política nacional tem discutido a pertinência da criação da linha de TGV Lisboa-Porto, mas que foi a sociedade civil alcobacense que obrigou o órgão de soberania a fazer uma reflexão na casa da Democracia.

O autarca afirmou que os 5041 peticionantes alcobacenses sempre exigiram a verdade, nomeadamente o esclarecimento do cancelamento do traçado que previa a passagem do TGV a Este da Serra dos Candeeiros e dos “interesses que estiveram por detrás desta decisão”, o afastamento dos técnicos reputados contratados pela CCDR do Centro que recusaram validar o estudo de impacto ambiental, os custos económicos pela opção Oeste em detrimento da opção a Este da Serra dos Candeeiros, as implicações do TGV na vida social, ambiental e económica dos alcobacenses, “quando havia uma alternativa menos onerosa para a região e para o País” e a necessidade de uma ligação nacional com base no pressuposto errado de que o aeroporto é na Ota.

“Abrimos com esta petição um espaço político de discussão e denúncia pública que não se vai encerrar na próxima quinta-feira, independentemente do resultado dessa discussão. Temos consciência de que o órgão de soberania da República poderá não querer exercer a força política que tem sobre o Governo, mas também temos consciência de que esta petição abriu portas políticas que já deu resultados”, adiantou Paulo Inácio.

A petição já obrigou “a RAVE e o Governo a repensar o traçado e a fazer em Alcobaça um dos quilómetros mais caros de todo o País, em virtude dos arranjos ambientais e paisagísticos a que já se comprometeram fazer. Não é o que desejamos, mas já aqui tivemos um ganho público e inquestionável que é obrigar o Governo a olhar para nós com outro cuidado”, frisou o presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça.

O autarca referiu que Governo já anunciou que o concelho de Alcobaça ficaria rodeado por duas estações de TGV (Leiria e Rio Maior), como compensação para as consequências negativas que denunciaram, mas adverte que “não nos deixamos enganar com este aliciamento”, embora ressalve que “essa promessa já resulta da nossa luta.” Paulo Inácio lembra que o actual traçado proposto, com passagem a Oeste da Serra dos Candeeiros, tinha como pressuposto a passagem do TGV pela Ota, pelo que entende que o traçado deve ser revisto, uma vez que o Novo Aeroporto Internacional de Lisboa irá ficar localizado em Alcochete.

O presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça informou que o Governo apresentou um estudo custo-benefício que diz que o TGV Lisboa-Porto é rentável, mas desvaloriza as conclusões do estudo e convida Mário Lino a indicar um estudo que contradiga os propósitos do Governo, uma vez que corroboram sempre as propostas do Governo.

Paulo Inácio reconheceu que o Governo não foi até agora sensível aos argumentos do movimento, mas sublinha que os peticionistas já estavam conscientes da força dos lóbis ligados ao projecto, que querem a manutenção do status quo. O autarca pede uma reflexão nacional profunda quanto à necessidade da ligação entre Lisboa e Porto e continua a questionar a exclusão do traçado da linha de alta velocidade a Este da Serra de Candeeiros. O autarca acredita que a contestação ao TGV está a aumentar, dando como exemplo a posição negativa que Arruda dos Vinhos assumiu recentemente contra o tratado. “Quando a população é exigente e coesa, o Governo cede alguma coisa, mas queremos que ceda mais”, concluiu.

03-12-2008

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

O movimento Anti TGV informa:

Os primeiros Subscritores da Petição TGV a Oeste da Serra dos Candeeiros NÃO, irão ser ouvidos pela 9º comissão na Assembleia da Republica, dia 18 de Junho quarta-feira, pelas 14h sendo a relatora da respectiva comissão a Dr. Irene Veloso

terça-feira, 11 de março de 2008

OS DEPUTADOS PSD QUE RECEBERAM O MOVIMENTO ANTI-TGV E QUE PROMETERAM APOIO...

Deputados do PSD levam queixa relativa ao TGV à PGR e ao Provedor de Justiça 

10.03.2008 - 20h21 Lusa

Os deputados do PSD eleitos por Leiria anunciaram hoje a entrega de duas queixas relativas ao TGV que vão ser entregues esta semana à Procuradoria-Geral da República e ao Provedor de Justiça.

 

Em conferência de imprensa, realizada esta tarde, o coordenador dos deputados, Feliciano Duarte, explicou que a queixa a fazer ao Provedor de Justiça diz respeito às promessas anteriores do Executivo de uma estação do TGV para Leiria. Há um histórico de "posições assumidas pelo Governo" que agora é colocada em causa, considerou Feliciano Duarte.

 

No documento, os deputados reclamam também que o Provedor intervenha junto da tutela para que sejam "atenuados os malefícios do traçado do TGV no atravessamento em Alcobaça e Pombal", que é contestado pelas populações. "Entendemos que depois da perda do aeroporto da Ota, Leiria e o Oeste não se podem alhear desta situação" que seria o fim de uma estação em Leiria, afirmou Feliciano Duarte, apelando às "forças vivas desta região para que se mobilizem" em torno desta causa.

 

No que respeita à Procuradoria-Geral da República, os deputados sociais-democratas vão apresentar também uma queixa, tendo em conta as notícias recentes que dão conta do afastamento de técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro que criticavam o traçado entre Alenquer e Pombal.

 

Além destas duas iniciativas, os deputados pediram uma reunião junto da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, para debater, entre outras questões, a eventual instalação de uma estação do TGV em Rio Maior, proposta no âmbito das compensações à região Oeste pelo facto do futuro aeroporto de Lisboa ser em Alcochete e não na Ota.

 

A modernização e electrificação da linha ferroviária do Oeste, com a ligação ao futuro aeroporto e à linha do Norte, na zona de Leiria, será também um dos temas da reunião, explicou o deputado, que irá também subscrever um requerimento ao Governo sobre estas questões.

 

Na sua intervenção, Barreiras Duarte criticou a redução do investimento público no distrito e a falta de projectos estruturantes para a região, como seria a construção do futuro aeroporto da Ota. Já a deputada Ofélia Moleiro considerou que o distrito tem sido o "patinho feio de José Sócrates", uma espécie de "boneco sujo" com o qual o primeiro-ministro "experimenta e estraga".

OS LOBYS DE LEIRIA CONTRA-ATACAM

Ausência de estação do TGV em Leiria é um "disparate muito grande" - Isabel DamascenoAusência de estação do TGV em Leiria é um "disparate muito grande" - Isabel Damasceno

 Leiria, 11 Mar (Lusa) - A presidente da Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, considerou hoje que a eventual inexistência de uma estação do TGV para a região seria "um disparate muito grande do ponto de vista de desenvolvimento do país".

 

 

Em declarações à Agência Lusa, a autarca rejeitou hoje qualquer alteração do traçado previsto do TGV e reclamou uma estação para a região, considerando que seria um "erro estratégico grande não criar uma estação em Leiria".

 

"O TGV é uma infra-estrutura que deve existir para servir populações e a economia" e "quando queremos uma infra-estrutura deste género não é para servir uma paróquia mas sim o desenvolvimento" nacional.

"Do ponto de vista estratégico", uma paragem em Leiria "é um acto de justiça do ponto de vista de desenvolvimento integrado porque a estação deve ser onde há desenvolvimento, pessoas e indústria", afirmou, considerando que "não faz sentido passar o TGV para uma zona onde não haja nada disto".

No entanto, a autarca mostrou-se sensível aos protestos das populações de Pombal e de Alcobaça, que contestam o traçado previsto, e defendeu a utilização de "viadutos e túneis" ou outras soluções técnicas que venham "minimizar ao máximo os impactos negativos que uma obra deste género tem".

Contudo, "o sítio certo para passar é este", a oeste da Serra dos Candeeiros, onde já há um "traçado consolidado", acrescentou

segunda-feira, 3 de março de 2008

O Movimento Anti-tgv informa e convida, todos os interessados, que amanha dia 4 de Março, o Dr. Paulo Inácio, e os Presidentes de Junta das Freguesias afectadas, irão entregar a Petição colectiva juntamente com mais de 4000 assinaturas,à Assembleia da Republica, pelas 15 horas, quem tiver interessado em ir connosco, o Autocarro parte as 13h da porta da Câmara Municipal de Alcobaça

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"Reivindicações de Leiria retiram TGV a Alcobaça".

Leiria corre o risco de perder a paragem do TGV.
Esta é uma frase retirada de uma notícia publicada em www.regiãoleiria.pt, com data de 08/02/2008, e cujo título é "Reivindicações de Alcobaça retiram TGV a Leiria"…
Nesta notícia, a RAVE toma posição relativamente ao facto de Leiria vir a perder a paragem do TVG. Parece, de facto, mostrar uma total preocupação para com Leiria, uma das zonas com maior potencial de crescimento e que poderá ficar sem a "sua" paragem de TGV, devido à posição das freguesias de Alcobaça que lutam contra a passagem do traçado pelas suas casas, terras, empresas, parque natural, grutas,etc., que lutam contra o forte impacto ambiental em todo o concelho, sem contar com os pareceres iniciais da CCDRC desfavoráveis a todos os traçados. Obviamente que Leiria agradece de alma e coração à administração da RAVE pela preocupação demonstrada!!!! No entanto, começando o Distrito de Leiria bastante a sul da programada paragem, também é óbvio que, conseguindo-se outra alternativa ao traçado, Leiria apenas perde os anéis, ficando intactos os seus dedos.
As reivindicações contra o traçado proposto para o TGV contam já com grandes e sinceros apoios, destacando-se os presidentes de junta das freguesias afectadas, o deputado social-democrata eleito por Leiria, Feliciano Barreiras Duarte, os presidentes de Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, e mais recentemente de Pombal, Narciso Mota, a população em geral e o presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio - este último promotor e 1.º subscritor da petição que contesta o tal traçado, petição que circula pelas populações com o intuito de reunir, no mínimo, 4.000 assinaturas, para que a mesma chegue a discussão em Assembleia da República.
Seria extraordinário contar com a solidariedade de todo o distrito. Para tal, talvez seja legitimo pedir aos que apoiam a paragem do TGV em Leiria que coloquem na balança o peso do impacto negativo que tal traçado terá no concelho de Alcobaça e que procurem demonstrar claramente que o distrito está unido e que o "bem" de uns não compensa o mal dos outros. Talvez assim, amanhã, o título das notícias seja "Reivindicações de Leiria retiram TGV a Alcobaça".
Uma última questão: Ainda estou à espera que apareça alguém a querer acusar a Câmara Municipal de Alcobaça pelo afastamento dos técnicos da CCDRC que emitiram parecer desfavorável a todos os traçados previstos pela RAVE para o nosso concelho!! Só faltava mais essa, não acham????

Nuno Catita
Movimento Anti-TGV no concelho de Alcobaça

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Petição

EXMº SRº
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Os cidadãos Portugueses, abaixo assinados, sendo o primeiro subscritor Paulo Jorge Marques Inácio, casado, residente na Rua das Sobreiras nº2 – Casal Jorge Dias, freguesia de Cela, Concelho de Alcobaça, titular do B. I 8056107 de 19/7/2004 do Arquivo de Lisboa, vem nos termos do disposto no artº 52 da CRP e da Lei n.º 43/90, publicada no Diário da República I Série n.º 184 de 10 de Agosto de 1990 com as alterações introduzidas pelas Leis n.ºs 6/93, 15/2003 e 45/2007, publicadas respectivamente nos Diários da República I Série A n.º 50 de 1 de Março de 1993, n.º 129 de 4 de Junho de 2003 e n.º 163 de 24 de Agosto de 2007, apresentar a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA a seguinte:

PETIÇÃO COLECTIVA
TGV (LISBOA –PORTO???)- A OESTE DA SERRA DOS CANDEEIROS,NÃO

NOS SEGUINTES TERMOS E FUNDAMENTOS

Os cidadãos Portugueses subscritores são essencialmente residentes no Concelho de Alcobaça e em particular nas seguintes freguesias: Prazeres de Aljubarrota, São Vicente de Aljubarrota, Alpedriz, Benedita, Cós, Évora de Alcobaça, Pataias e Turquel.
Através da empresa pública RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade,SA, encontra-se prevista a passagem do projecto ferroviário de alta velocidade, vulgarmente designado por “TGV”, no Concelho de Alcobaça, mais especificamente nas Freguesias acima referidas.
A concretizar-se a aludida passagem, esta, causará gravíssimas consequências na qualidade de vida dos Alcobacenses, impactos ambientais e urbanísticos nefastos e irreparáveis.
Aliás, entre outras, são preocupações da declaração de impacto ambiental do projecto de ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Porto, Lote C1 – troço Alenquer (OTA) – Pombal , as implicações ambientais no Património Geológico, no Parque Natural de Serra de Aires e Candeeiros, no sistema do Vale da Ribeira do Mogo (em via de classificação como paisagem protegida pela CMA) no campo de dolinas na Lagoa do Cão bem como nas depressões da Ataija, nos recursos hídricos, na ecologia da fauna e flora, no ruído, na paisagem e no ordenamento do território destas populações.
De igual modo, a passagem do TGV no Concelho de Alcobaça, influenciará, condicionando drasticamente a qualidade de vida das populações, já que, inúmeras habitações e empresas terão de ser demolidas, bem como outras terão de subsistir junto a uma linha de alta velocidade, que desvalorizará de forma acentuada os terrenos e habitações.
As populações em causa, ou contrário de outras, não beneficiaram directamente da rede rodoviária (A1) e já foram oneradas penosamente, em nome do bem comum, com linhas de alta tensão e pelo Gasoduto, o que implica enormes constrangimentos ao seu desenvolvimento.
Impor-lhes mais um sacrifício, com esta dimensão “ por força do bem Nacional ” determina definitivamente uma barreira intransponível que aniquila o ambiente, divide fisicamente populações, famílias e o livre acesso às propriedades.
Nenhum interesse Nacional legitima tamanha e cumulativa injustiça que destrói a “alma” das Freguesias afectadas, sendo que é um dos eixos mais populosos do Concelho de Alcobaça, modificando a sua essência e a relação sentimental destas com o seu habitat natural.
Afectará a história, a cultura e a vida de gerações que, legaram ao presente um futuro, agora posto insensatamente em causa.
A manter-se o traçado projectado a Oeste da Serra dos Candeeiros, toda essa zona será devassada, amputada na sua coesão e coerência territorial e humana, destruindo a relação entre a Serra e o Homem. Está também colocada em causa a área com maior relevo e potencial industrial e comercial do Distrito de Leiria.
Os subscritores peticionantes não se conformam com este traçado, nomeadamente porque até hoje ainda não foi cabalmente explicado pela RAVE o cancelamento do estudo do Lote C2 ( em 23/6/2004) que previa a passagem do TGV a Este da Serra dos Candeeiros.
Efectivamente, também a mudança de localização do aeroporto internacional para Alcochete reforça a necessidade de se efectuar o estudo inicialmente previsto pela RAVE para a passagem do TGV a Este da Serra dos Candeeiros -denominado pelo Lote C2. Consideramos que a nova localização Aeroportuária, determina necessariamente a exequibilidade deste traçado que permitirá a redução do tempo de viagem, com menores custos económicos e ambientais.
O traçado (Lisboa – Porto) a Este da Serra dos Candeeiros, terá maior racionalidade, não só por força da decisão da localização do novo aeroporto, mas também pela menor densidade populacional bem como da aproximação da eventual Estação( Leiria) a uns dos maiores pólos de atracção turística do país (Fátima). Penalizar, mais uma vez, uma zona de superior densidade populacional e não aproveitar o fluxo do turismo religioso é inaceitável.
As Populações do concelho de Alcobaça há muito que reivindicam a modernização da linha da Oeste. Os subscritores entendem que essa é uma necessidade ferroviária premente, em detrimento de uma rede ferroviária de alta velocidade que não serve as necessidades das Populações de Alcobaça e do Oeste, e que somente causam impacto negativo na sua qualidade de vida.
Para alem do mais os subscritores têm seríssimas reservas da efectiva necessidade da Ligação do TGV – Lisboa – Porto, solicitando à Assembleia da República que discuta e intervenha no sentido de se apurar se a relação custo/benefício é adequada à realidade Nacional.
Questionamos se um reduzido ganho temporal inter-cidades, legitima os custos e as consequências no contexto do ordenamento do território.
Assim, ao abrigo do artigo 52.º da Constituição da República Portuguesa e nos termos da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto, vêm os subscritores apresentar a V. Ex.ª a presente petição, solicitando a intervenção da Assembleia da República de forma a discutir e tomar as medidas necessárias no sentido do traçado da rede de alta velocidade ( Lisboa – Porto “TGV”) passar a Este da Serra dos Candeeiros, tomando-se em consideração o traçado alternativo lote C2 já equacionado pelos serviços da “RAVE” que inoportunamente foi cancelado por esta empresa.
No mais que discuta e analise profundamente a efectiva necessidade da Ligação Lisboa – Porto em Alta velocidade ferroviária “TGV”, verificando-se a relação custo/benefício de tão avultado projecto na sua vertente económica, ambiental, ordenamento territorial e qualidade vida humana.

Alcobaça, 28 de Janeiro de 2008.O primeiro subscritor, Paulo Jorge Marques Inácio.



Nota: — Desta petição são subscritores_________ cidadãos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Prioridades da União Europeia

Comissão gasta 77% do seu orçamento para o transporte ferroviário Segunda - feira, 26 Novembro 2007 A Comissão Europeia apresentou ao Parlamento, esta semana, a União uma proposta que explica como ele quer gastar o orçamento 2007-2013, em cerca de 30 transportes projectos identificados como prioritários para o processo de integração dos Estados - Membros (conhecido como projectos RTE - N). Este item é de R $ 5100 milhões de euros, menos de metade dos 221 pedidos de despesas (11500 milhões de euros) de ter recebido dos Estados - Membros e que a Comissão teve de ser muito selectivo. Globalmente, a chamada UE executivo optou por projetos que contribuam para a promoção do transporte sustentável e, em especial, por aqueles que visam eliminar estrangulamentos nas ligações transfronteiras entre os Estados - Membros. Não é por acaso, portanto, que 77% do orçamento que foi apresentado (3934 milhões) foram gastos em infra - estrutura ferroviária, e apenas 3% de ligações rodoviárias. Na ausência de análise pelo Parlamento, ea sua aprovação final no início de 2008, estes são os projectos ferroviários que foram abençoados em princípio pela Comissão, com financiamento para os próximos seis anos, classificado pela quantidade, de alto a baixo. É importante salientar que a UE está envolvida em oferecer - lhes co - financiadas mas nunca completa, e ele não deve ser confundido com os montantes indicados abaixo do custo total das obras de construção do corredor a que dizem respeito.

1 .- Berlin (Alemanha) -Verona/Milán-Bolonia-Nápoles-Messina-Palermo (Itália), ou Eixo Prioritário No. 1 It atribuídos 960,11 milhões de euros para a ligação entre a cidade austríaca de Brenner e do lado italiano, dos quais 768 vai para a perfuração de um duplo túnel 63 km de comprimento sob os Alpes para tráfego misto de passageiros e mercadorias. A abertura, prevista para 2022, a tornar - se a mais longa do mundo.

2 .- Lyon (França) - Trieste (Itália) -Divaca/Koper-Divaca-Liubliana-Budapest-Ucrania ou Eixo Prioritário No. 6 Este muito longo corredor recebe 754,5 milhões de euros aos cofres da União Europeia para se conectar com o Lyon Turim (Itália e França havia solicitado 725). Destes, 671,8 milhões serão destinados para a construção do túnel ferroviário dupla Mont Cenis, com 51,5 km de comprimento sob os Alpes. Este projecto foi objecto de controvérsia acentuada na extensão do seu impacto no Val di Susa, em sua boca Oriente.

3 .- High - Speed Rail Corredor do sudoeste da Europa, ou Eixo Prioritário No. 3 A Comissão atribuiu um total de 671,8 milhões neste corredor, que liga Paris a Madrid através de Vitoria e Dax, Lyon através de Madrid e Zaragoza Barcelona, Madrid e Lisboa através de Badajoz. Para a conexão entre a Espanha e Portugal, a Comissão propõe a 312,6 milhões de euros, enquanto que na França esta pedrea prevê 56,2 milhões de Nimes, 69,7 por Perpiñán - Figueras e 60 milhões a mais para Vitoria - Dax.

4 .- Paris / (França) - Stutgart (Alemanha) - Viena - Bratislava (Austra) ou Eixo Prioritário No. 17 Por este corredor, que cruza Europa de oeste para leste e do primeiro troço foi inaugurado no passado mês de Junho 20 (LGV - Est, ou mesmo o Eixo Prioritário n º 4), a comissão ter aprovado uma despesa de 438,34 milhões de euros, destinados a descongestionar um eixo Vitais para o transporte de passageiros (e especialmente sobre mercadorias) entre os Estados - Membros.

5 .- Lyon / Génova - Basileia (Suíça) - Duisburg (Alemanha) - Rotterdam (Países Baixos) / Antuérpia (Bélgica), ou do Eixo Prioritário n º 24 Outra gigantesca linha, que liga o Mediterrâneo ao Mar do Norte através do coração dos Alpes. A Comissão propõe a sua 403,61 milhões, e dos quais 198 são destinadas a rampa Lyon - Mulhouse (AVL francês com o primeiro não - radiais), e 94,50 para conectar Basileia (Suíça), com Karlsruhe (Alemanha).

6 .- Link Strait Fehrmarn entre a Alemanha ea Dinamarca, ou Eixo Prioritário No. 20 Trata - se de um duplo vínculo, que serve tanto como uma estrada para a ferrovia, como é o caso do Öresund Estreito (entre a Dinamarca ea Suécia), e permite uma ligação directa com a cidade portuária de Hamburgo para Copenhaga. A Comissão Europeia concedeu 374,29 mil milhões de euros orçamento até 2013.

7 .- Triângulo nórdico ferroviário, ou Eixo Prioritário No. 12 São duas linhas ferroviárias, o primeiro na Suécia, conectando o Oresund Estocolmo e na fronteira com a Noruega (duplicação e na maior parte do traçado da infra - estrutura existente), ea segunda na Finlândia, que abrange a costa sul do país, Até a fronteira com a Rússia: 155,49 milhões.

8 .- Rail Baltica, ou Eixo Varsóvia (Polónia) - Kaunas (Lituânia) - Riga (Letônia) - Tallin (Estónia) - Helsinki (Finlândia), ou do Eixo Prioritário n º 27 De sul para norte, leste corredor visa pôr fim aos problemas dos transportes ferroviários (em especial das mercadorias) na costa do Báltico passo superar os problemas de diferenciais bitola existente na área. Quando o Parlamento dá o seu aval receber 124 milhões de euros.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

M.A.T.A na Assembleia da Republica

O Movimento Anti TGV em Alcobaça, informa a toda a Comunicaçao social, e toda a População que amanha dia 12 de Dezembro(quarta-feira), os membros do movimento Anti TGV e os Presidentes de Junta de Freguesia afectados pelo traçado da linha de alta velocidade, seremos recebidos na Assembleia da Republica, no principio da tarde pelos Deputados do PSD do circulo eleitoral de Leiria.



Lamentamos que os deputados dos restantes grupos parlamentares ainda não terem respondido, ao nosso apelo.



Após a reunião e percebermos qual a posição dos Deputados do PSD de Leiria, iremos definir novas formas de luta.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

TGV uma Luta séria




TGV uma luta séria



O Movimento Anti TGV no concelho de Alcobaça, surge com o único objectivo, de que o traçado da Linha de Alta Velocidade, não passe a Oeste da Serra dos Candeeiros.
O movimento não é uma associação, não é uma empresa não é um partido politico nem é um sindicato, é sim um grupo de pessoas que gostam da sua terra e que chegaram ao ponto de dizer BASTA, a nossa terra não pode continuar a ser prejudicada, principalmente quando se trata de um projecto que não é unânime a nível nacional, e que em vez de trazer benefícios para o Pais, pode no futuro, transformar-se num “Elefante branco” para todos.
O Movimento não é o Nuno Catita, a Nica, ou o Bruno Letra, o movimento é toda a população do concelho, juntamente com os nossos Presidentes de Junta com o nosso Presidente da Assembleia Municipal e o nosso Presidente de Câmara, que estão todos contra o traçado da Linha de Alta Velocidade a passar no nosso concelho.
Esta luta não é fácil, e não se pense que está ganha, é importante, TODOS estar em SOLIDÀRIOS.
Não é por o TGV não passar por cima das nossas casas que deixamos de ser prejudicados, e o único prejudicado passa a ser meu vizinho, talvez sem nos apercebermos até poderemos ser os mais prejudicados, temos todos de estar UNIDOS nesta causa.
Esta LUTA, tem de ser uma luta SÉRIA, não podemos cair na tentação de fazer manifestações por tudo e por nada, é importante ter cuidado com os abutres, que se preocupam em arranjar culpados, e confundem os verdadeiros responsáveis que tem o verdadeiro poder de travar este projecto, a luta tem que ser no sentido de informar e unir a população, ir bater as portas certas, e com tempo, nos momentos chave, demonstrar a nossa união e o nosso descontentamento. Os momentos chave, e as portas certas, passam pela União pela Assembleia da Republica, pelo Conselho de ministros, e por trazer o responsável da RAVE e técnicos ao nosso concelho para termos noção do verdadeiro impacto, todo o resto poderá ser só barulho.
A nossa bandeira é demonstrar aos nossos adversários, que a POPULAÇÃO do concelho de Alcobaça, é uma população LUTADORA, mas lutamos de uma forma séria com NIVEL e com EDUCAÇÃO.




Bruno Letra
Porta-voz Movimento Anti-TGV
no Concelho de Alcobaça

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

FRACOS ARGUMENTOS

FRACOS ARGUMENTOS
DA RAVE
15 minutos ⇔ 1,5 milhões de passageiros
Rui Rodrigues
Site: www.maquinistas.org (Ver Opinião)
Público: 19 de Novembro de 2007
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FRACOS ARGUMENTOS DA RAVE
A RAVE, empresa que está a estudar a nova rede de Alta Velocidade (AV) e
Velocidade Elevada (VE), publicou a sua opinião, em vários jornais, sobre propostas
alternativas à nova rede ferroviária. Neste trabalho, por falta de espaço, só serão discutidas
questões relacionadas com conceitos incorrectos e sobre o ponto de maior divergência que é
a utilização, ou não, da margem esquerda do Tejo (leste do rio) para o futuro traçado da rede.
ARGUMENTOS DA RAVE
A RAVE afirmou que não se deveria escolher a margem esquerda do Tejo (leste do
rio) porque isso aumentaria a distância total, entre Lisboa e Porto, em 40 Km, o que
provocaria um aumento de 15 minutos no tempo de viagem, maior consumo de energia, que,
multiplicado por inúmeras viagens durante décadas, aumentaria substancialmente os custos.
Foi dito, até, que esses 15 minutos poderiam provocar a perda de 1,5 milhões de
passageiros por ano.
Acontece que as receitas de exploração de uma linha dependem sobretudo do seu
tráfego e do custo dos bilhetes. As despesas vão depender, sobretudo, da manutenção do
material circulante, das infra-estruturas e do pessoal. Os custos de energia são inferiores a
5% do total porque o comboio de AV, quando atinge Vmáx. a sua energia cinética é
Ec=½mV2. Este valor é tão alto aos 300 Km/h que lhe permite percorrer parte dessa
distância sem gasto de energia, porque o atrito nos carris é muito baixo.
A maior despesa é, sem dúvida, no pessoal especializado e nos custos de
manutenção do material circulante. Em Espanha e França, os operadores têm contratos com
o fabricante, que lhes garantem assistência durante os 365 dias do ano. No caso espanhol,
a Renfe, após a compra dos seus comboios, efectuou um contrato de manutenção que, com
a duração de 14 anos, período ao fim do qual se efectua uma renovação de todo o material,
pode, ou não, renovar o mesmo contrato por mais 14 anos. O tempo de vida de cada
comboio é de cerca de 30 anos.
O custo de manutenção anual, por cada comboio de AV, é de cerca de 1,35 milhão de
euros (270 mil contos). Para os de Vmáx, 250 Km/h, são 778 mil euros (156 mil contos). O
número de quilómetros percorridos por comboio é independente do valor do contrato.
3
Aliás, no AVE Madrid-Sevilha, desde que se iniciou a sua exploração, em 1992, os comboios
percorrem, actualmente, muito mais quilómetros.
Afirmar que o aumento de 15 minutos de viagem vai provocar a redução de 1,5
milhões de passageiros anuais é um absurdo porque, quando um modo de transporte passa
a ser mais competitivo que os restantes, o tempo de viagem é secundário. Podemos
perguntar até, para onde iriam os 1,5 milhões de passageiros referidos?
A atracção de tráfego por parte do comboio depende de vários factores importantes:
bom serviço de bordo, frequência, isto é, número de comboios por dia, preço dos bilhetes,
tempo de viagem, bons acessos e conforto das estações etc.
Na ligação Madrid-Valência, o comboio Alaris, que é igual ao Alfa Pendular,
conseguiu retirar tráfego aos restantes modos de transporte, sobretudo, devido à qualidade
do serviço de bordo oferecida, apesar de não ser competitivo, em tempo de viagem, com o
automóvel nem com o avião.
Entre Lisboa e Porto, uma viatura particular demora, em média, cerca de 2,5h a 3h.
Para o avião, caso se contabilize o tempo médio de espera e deslocação para o centro da
cidade, são 2h a 2,5 h. O preço do bilhete de avião é muito superior ao do comboio.
Se fossem utilizadas as teorias da RAVE, então, ter-se-ia assistido a um gigantesco
aumento de tráfego no Alfa Pendular quando este comboio, recentemente, reduziu o tempo
de viagem em cerca de 15 minutos. Infelizmente, nada disso ocorreu. Aliás, poder-se-iam
reduzir mais outros 15 minutos, bastando para isso eliminar as paragens em Coimbra,
Aveiro e Gaia, uma vez que só Lisboa e Porto geram quase 75% do tráfego total.
Finalmente, caso se considere a velocidade média de um comboio de AV (225 Km/h),
o tempo perdido para 40 Km nunca seria de 15 minutos. Pelo que foi anteriormente descrito,
os argumentos invocados pela RAVE não têm sentido.
ERROS DE CONCEITO
A maioria dos responsáveis da RAVE, que já passaram pela empresa, têm tido como vício
de raciocínio pensarem a nova rede só do ponto de vista dos passageiros, quando a nova rede de
bitola (distância entre carris) europeia deve ser projectada a pensar no transporte de mercadorias
de Portugal para a U.E. o que não é possível através da rede existente de bitola ibérica.
A Espanha vai construir linhas mistas de bitola europeia, que vão ser colocadas na
nossa fronteira em 4 pontos: Vigo, Salamanca, Badajoz e Huelva, sendo a de Badajoz em
AV e as restantes em VE. O país vizinho já decidiu que, no ano de 2020, toda a sua rede
ferroviária convencional e de AV será exclusivamente em bitola standard.
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Evidentemente que, se a Espanha nos coloca linhas mistas de bitola europeia nos 4
pontos referidos, só nos resta prolongar as mesmas até aos nossos portos e restante
território, evitando assim uma duplicação de construção de vias. Ao contrário, se existissem
linhas só para passageiros e outras só para mercadorias, então, para unir esses nós à futura
rede, era necessário construir duas linhas paralelas, em vez de só uma.
PORQUÊ UTILIZAR A MARGEM ESQUERDA?
Para transportar contentores, em bitola europeia, desde a Galiza e Norte de Portugal
ou de Salamanca para os nossos portos do sul como Sines e Setúbal e vice-versa, será
necessário utilizar a margem esquerda do rio Tejo (leste).
A linha de bitola europeia, projectada pela RAVE, de Lisboa ao Porto, só foi pensada
para passageiros, já que as pendentes definidas não são inferiores a 18 metros por mil,
como é necessário nas linhas mistas.
NOTA
Se fosse escolhida a localização errada da Ota, a construção de uma linha mista, do
ponto de vista da logística, obrigaria a transportar contentores pelo centro de Lisboa para os
deslocar para os portos do sul ou Badajoz e vice-versa.
Se o futuro aeroporto fosse na margem sul e a nova linha Lisboa-Porto utilizasse a margem
esquerda do Tejo (a leste do rio), estes problemas seriam solucionados.
OTA
Não terá sentido pôr as
mercadorias a circular no interior
de Lisboa, em direcção aos
portos do Sul e na futura rede
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A nova via Lisboa-Porto deveria seguir pela margem esquerda do Tejo, por ser uma
região plana e paralela à A13, e por ter pouca ocupação urbana. Continuaria pelo importante
nó do Entroncamento, para se unir à Linha da Beira Baixa, pela Caranguejeira (nó entre a
A1 e a A8 e união da nova linha Lisboa–Porto, da linha do Norte e da linha do Oeste), com
ligação à linha do Norte.
A futura estação de Leiria deveria estar perto do Nó rodoviário, A1-A8-IC2 e nó ferroviário L. Oeste-L.Norte e AV
Este nó dará acesso directo
a Fátima, Leiria, Pombal e
M. Grande. Futura estação
deveria ser próxima deste nó
Ponto estratégico:
União da A1 - A8 Linha de AV
Exemplo de nó rodo-ferroviário
Gare de aix-en-provence
Seguiria pelo nó da Pampilhosa, continuando por Aveiro, com estação também
comum à da linha do Norte e à via Aveiro-Salamanca. Prosseguiria para Gaia e Porto–
Campanhã, onde as estações serão comuns, conectando com o aeroporto de Pedras
Rubras, porto de Leixões e com Vigo.
Linha de AV (amarelo) deveria
ser paralela à A13 para minorar
o impacte ambiental e por ser
uma região plana. Poder-se-iam,
assim, poupar milhares de
milhões de euros se o traçado
escolhido entre Pombal e Lisboa
for pelo Leste do Rio Tejo.
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OUTRAS QUESTÕES
A RAVE anunciou que foi estudado um canal para a ligação Lisboa-Porto, que
acompanha a Linha do Norte durante 2,5 Km, a seguir à Gare do Oriente, até passar por baixo
da Ponte Vasco da Gama. Neste ponto, as vias divergem para o comboio de AV seguir, em
túnel, até perto de Alenquer. Este túnel pode ter um custo de 1000 milhões de euros ou mais.
Foi dito também, que a futura estação de Lisboa será na Gare do Oriente. Acontece que esta
não poderá ser estação terminal por falta de espaço e por ser um apeadeiro. A estação de
Lisboa deveria possuir uma plataforma de, pelo menos, 400 metros de comprimento, para
possibilitar o acoplamento de comboios duplos, o que permitirá aumentar para o dobro a
capacidade da mesma linha. A Gare do Oriente não possui estas características.
A Norte da Gare do Oriente não existe espaço para construir mais duas vias. Caso a
RAVE tenha solução para o problema, então publique a solução para tirar todas as dúvidas.
Apeadeiro de Moscavide. Está a 800 metros a norte da G.Oriente. Custou 5 milhões de euros e nem
sequer estava prevista a sua construção quando se iniciou a modernização da
Linha do Norte
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Na foto, em cima, vê-se a entrada para a G. Oriente no sentido Norte-Sul. Colocar mais duas vias será
um problema de difícil resolução. Na foto, em baixo, podemos confirmar que o comprimento da plataforma da
G. Oriente é inferior a 400 metros, o que não permite o acoplamento de comboios duplos.
CONCLUSÃO
A RAVE, em vez de criticar na Imprensa as opiniões construtivas, deveria publicar na
Internet projectos de engenharia que demonstrem que as suas ideias são as melhores, pois,
desde o ano 2000, nunca apresentou nenhum projecto de execução.
Rui Rodrigues Email: rrodrigues.5@netcabo.pt Site: www.maquinistas.org
Gare do Oriente custou 250 milhões de
euros. Na linha 1 da plataforma, no
Inverno, os passageiros suportam frio e
chuva e, no Verão, um sol intenso que
incide quase durante todo o dia.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ponto da situação

Alguns representantes do Movimento Anti TGV do Concelho de Alcobaça, reuniram recentemente com os responsáveis da RAVE, no âmbito de obter explicações e informações sobre este projecto que em muito irá prejudicar as populações das Freguesias de Benedita, Turquel, São Vicente Aljubarrota, Prazeres Aljubarrota, Cós, Alpedriz e Pataias.
Após termos sido recebidos com toda a cordialidade e respeito por parte da RAVE, conseguimos ter uma conversa séria em que conseguimos obter algumas respostas.
Ficamos a ter conhecimento que até dia 24 de Dezembro a Agencia do Ambiente vai definir, dentro da hipótese de traçado, qual irá ser na opinião deles o traçado viável.
Outra informação foi a afirmação que a alteração da localização do Aeroporto, não altera o traçado do TGV no nosso concelho.
No seguimento da reunião, após os responsáveis da RAVE terem defendido o seu projecto, os membros do movimento e os presidentes de Junta de Freguesia, refutaram todos os argumentos e deixaram bem claro que tudo íamos fazer para que o projecto não tivesse carris para andar, assim sendo conseguimos que o responsável da RAVE após a decisão da Agencia do Ambiente se disponibiliza-se a deslocar ao concelho, para de uma forma séria e organizada, pudesse explicar o projecto á população afectada.
Por fim chegamos à conclusão que o grande argumento da RAVE, tratava-se de uma decisão politica “ que já em 2004 o Dr. Paulo Inácio tinha chamado á atenção na Assembleia Municipal” que é a questão da paragem em Leiria, nós refutamos com a ideia de realizar uma paragem entre Fátima e Leiria em vez da paragem prevista entre Marinha Grande e Leiria.
No seguimento de tudo isto e porque estamos preocupados, o movimento que no fundo somos todos os habitantes do concelho que se preocupam com este assunto, juntamente com os organizadores das acções de esclarecimento dos Moleanos e Ataija de Cima, resolvemos tomar medidas. Em primeiro lugar, vamos simbolicamente colocar à venda todas as casas, Lugares, Aldeias, e Vilas do Concelho de Alcobaça, com o objectivo de chamar a atenção da população do impacto imobiliário negativo, que o TGV vai ter na nossa região. Outra medida vai ser uma vez que a questão é politica, e como o Distrito de Leiria não começa em Porto de Mós, vamos tentar agendar uma reunião com todos os dez deputados eleitos democraticamente pelo circulo eleitoral do Distrito de Leiria, com o objectivo de lhes explicar o nosso drama, e pedir a colaboração para que o TGV por aqui NÃO.

Bruno Letra

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma fabulosa e esclarecedora reportagem sobre o TGV efectuada pela TV NET.

Poderá Portugal ficar de fora do retrato europeu da alta velocidade? A linha do norte não bastava para as nossas necessidades? O TGV vai ter clientes?

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TGV RUIDO

Vale a pena ver este vídeo e verificar o impacto sonoro da passagem do TGV.

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ALGUMAS QUESTOES SOBRE A NOVA REDE FERROVIARIA

Se todos os projectos avançarem simultaneamente, OTA e AV, o seu custo total pode atingir mais de 12 mil milhões de euros. A este montante há ainda que considerar o pagamento anual das SCUT, ao longo das próximas décadas, que atinge já, em 2006, uma prestação de cerca de 700 milhões de euros. A compra dos submarinos já foi adjudicada e custará milhares de milhões de euros. A soma de todas estas verbas é tão elevada que qualquer pessoa se pode interrogar sobre a viabilidade de tais projectos, com as actuais dificuldades financeiras e o forte controle das despesas públicas.

CONCLUSÃO
Provavelmente, esta será a grande dúvida existencial que todos cidadãos deste País formularão. Basta fazerem as contas…

De: Rui Rodrigues

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TEXTO DO PROF. AUGUSTO FELICIO

Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. 

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder devista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem 
optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais,

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. 

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. 

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

domingo, 28 de outubro de 2007

TGV em Moleanos

Moleanos em força contra o TGV... vejam o seu Blog.